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Terça-feira, Janeiro 11, 2005
Seguindo com as pequenas resenhas de discos desse ano. Tô atrasado que só nas resenhas. Tem uma pá de disco bom que ainda não falei. E provavelmente não vou conseguir falar até o fim do ano. Esse post mesmo, só tá entrando a metade porque não tá dando pra acabar ele inteiro. Vou ver se dou uma agilizada nessa próxima semana. Falou! The Hives - Tyrannosaurus Hives (2004) Embrace - Out Of Nothing (2004) Quem poderia apostar que depois dos fracassos comerciais de "Drawn Of Memory" e "If You've Never Been" e de ter sido dada como acabada pela maioria da crítica, e até por alguns fãs, o Embrace voltaria com um álbum como "Out Of Nothing", que se não resgata a qualidade dos tempos de "The Good Will Out" pelo menos põe o grupo no mapa da música pop novamente. Muito dessa volta do grupo deve-se à ajuda providencial de Chris Martin do Coldplay, que compôs a música 'Gravity' e a deu ao Embrace sob o argumento de que ela era a cara da banda. E ele estava totalmente certo. Com essa mão de Martin o Embrace voltou novamente às manchetes. "Out Of Nothing" é o disco que os fãs da banda esperam a muito tempo, que se tivesse sido lançado na época de "If You've Never Been" teria tido um reconhecimento gigante. Músicas como 'Ashes' (um quase hino; típico épico do Embrace), 'Looking As You Are', 'A Glorious Day' e a linda balada 'Out Of Nothing' estão entre as melhores coisas que eles já fizeram. 'Gravity' também é uma grande música que talvez na mão do Coldplay não ficasse tão boa quanto ela ficou com o Embrace. É o disco de baladas do ano. Só sinto um pouco a falta das músicas de guitarra do grupo que junto às costumeiras baladas fizeram o "The Good Will Out" um disco tão foda. Tirando isso, é escutar e se deliciar. Para quem gosta do bom e velho britpop.
The Vines - Winning Days (2004) www.hives.nu www.embrace.co.uk www.thevines.com :: Terça-feira, Novembro 16, 2004
Como nem tudo são flores na música pop, estou aqui escrevendo sobre uns discos que já estavam aqui no computador a algum tempo, mas que não se enquadram no DISCOS PARA JÁ simplesmente por não serem bom suficientes, ou por serem ruins mesmo. Procurei ser breve nos comentários sobre os discos. Tentarei fazer mais nesse formato, já que material tenho de sobra. Bloc Party - Bloc Party Ep (2004) Probot - Probot (2004) Charalambides - Joy Shapes (2004) Dios - Los Arboles Ep (2004) Ep que antecedeu o álbum "Dios" também lançado esse ano. O Dios - que mudou de nome para Dios Malos - mostrava a cara com um ep irregular. "Los Arboles" possui duas músicas do "Dios" em versões um pouco diferentes das encontradas no disco. Elas são, digamos, mais rústicas, porém não menos belas que as versões finais. São elas: 'All Said + Done' que virou 'All Is Said And Done' e 'You'll Get Yours'. Elas compõem o melhor momento desta bolachinha. A partir daqui é que a coisa desanda. 'Bust Out The Candy' até começa bem e tem um refrãozinho bacana, mas o trecho pós-refrão é estranho e bisonho, pondo tudo a baixo. A acústica 'Everyday' até que dá um gás, mas 'Tragic Lady' logo chega para piorar tudo novamente. Ela é o pior momento da carreira do Dios. Não é uma boa música com certeza. O vocal nela chega a lembrar Fred Durst para você ter uma idéia. Os caras provaram que aprenderam a lição melhorando idéias que se mostraram inacabadas, dando a luz posteriormente a um dos melhores lançamentos do ano.
www.blocparty.com www.probotmusic.com www.kranky.net/artists/charalambides www.diosmalos.com :: Sexta-feira, Novembro 05, 2004
ISIS - Panopticon (2004) www.sgnl05.com :: Quinta-feira, Outubro 28, 2004
Feist - Let It Die (2004) www.listentofeist.com :: Resolvi colocar logo esse texto sobre o disco de Leslie Feist, primeiro para tirar essa foto horrível do topo do blog, e segundo para atualizá-lo também, já que faz tempo do último post. O post completo tem 4 discos, e o Feist foi logo o primeiro que fiz. Estou fazendo os outros e na medida que for terminando eu vou postando, ou nesse mesmo post ou em outro. Falou! :: Terça-feira, Setembro 28, 2004
A saga continua. Quero ver se consigo falar de todos os bons cds que tenho aqui no Hd. Pretendo fazer um post sobre os ruins também. Mas esses ficam mais pra a frente. Interpol - Antics (2004) Quando as primeiras músicas de "Antics" começaram a aparecer nos soulseeks da vida, os fãs se ouriçaram. A expectativa criada em torno do lançamento do novo disco do Interpol foi muito grande. Todos queriam saber como seria o retorno da banda que nos deu o já clássico "Turn On The Bright Lights". Quando a totalidade do álbum deu as caras na internet então, não precisa nem dizer que foi frenesi. Eu fui um dos que correu para o computador para baixá-lo devidamente. Minha namorada conseguiu achar um usuário que tinha os arquivos, então ela foi baixando e eu fui pegando dela. Passei uma madrugada baixando e logo em seguida escutando, música por música. A primeira escutada foi broxante. Eu gostava das músicas, mas não ficava totalmente satisfeito. E esse sentimento me incomodava. Demorou um pouco para cair a ficha. Não que "Antics" seja um disco de difícil assimilação, que tenha que ser escutado diversas vezes para sua total compreensão. Longe disso. O álbum é recheado de canções fáceis de digerir. O grande lance é que quem esperava um novo "TOTBL" quebrou a cara legalzinho. O foco agora é outro. Eles deixaram de concentrar toda a atenção ao brilho e beleza dos arranjos minimalistas que criavam toda aquela atmosfera densa no primeiro disco. No lugar disso optaram por "simplificar" todo o processo, com canções mais diretas e rockeiras. O efeito disso foi um álbum mais coeso. Acompanhando esse novo processo, as guitarras quase não possuem efeitos, sendo tocadas na maioria das faixas com leves distorções ou simplesmente limpas. A cozinha (baixo-bateria) não tem o mesmo destaque do disco anterior, se limitando a fazer o feijão com arroz, porém com a perfeição de sempre. A voz de Paul não mais remete a de Ian Curtis. Está curiosamente com um timbre parecido com a de Michael Stipe. Quem passar batido por esse cd só porque ele não é como o primeiro vai perder um grande disco. A faixa de abertura 'Next Exit' é uma espécie de prelúdio para as demais faixas, deixando claro que o clima do álbum é outro, menos dark. 'Evil' mostra que a banda está em grande forma ainda, com seu refrão explosivo; é a melhor música. 'Narc' começa meio vacilante mas logo entra nos eixos; outro grande refrão. 'Slow Hands' é o single arrasa-quarteirão. 'Not Even Jail' com seu instrumental fabuloso e sua forte carga emocional é uma das melhores composições já feitas pelo grupo. 'C'Mere' é uma música romântica. Romântica no estilo Interpol. Simples e eficiente. Boa de mais. O disco é uma verdadeira coleção de possíveis singles. O único vacilo fica pela chata 'Lenght Of Love'. O Interpol se mostra muito bem sucedido na sua busca por uma nova sonoridade, e conseguindo manter uma identidade. É a prova de que uma longa carreira está por vir. The Libertines - The Libertines (2004) www.interpolny.com www.thelibertines.org :: Quinta-feira, Setembro 23, 2004
Continuando o resenhismo desenfreado, vai aqui esses dois cds que já deveria ter falado devidamente, mas que fui deixando, deixando e não falei (apesar de ter citado no blog, pelo Músicas Para Já e shows). Já era hora mesmo. The Walkmen - Bows + Arrows (2004) Minha história com o Walkmen data de 2002, no então lançamento do primeiro disco deles. Me lembro de ter baixado o disco e ter gostado. E de ter baixado um clipe deles e ter odiado. Mas foi esse último álbum que me fez me apaixonar pela música da banda. "Bows + Arrows" dá seguimento à tudo aquilo que foi apresentado em "Everyone Who Pretended To Like Me Is Gone", evidenciando as partes boas e descartando as gorduras. O primeiro disco, apesar de ótimo, pecava pelo excesso de músicas lentas (algumas belíssimas, outras nem tanto). Isso foi devidamente concertado. Todas aquelas belas melodias de piano, os vocais magistrais de Hamilton Leithauser, arranjos intricados e minimalistas, teclados e sintetizadores estão presentes novamente. A linda ''What's In It For Me' já denuncia que vem coisa boa por aí. Os teclados analógicos de Walter Martin criam uma atmosfera de relaxamento. A medida que a música segue, os instrumentos vão entrando, numa crescente que nunca alcança o topo. Este ponto máximo é alcançado na canção seguinte, quando a perfeição é atingida, na maravilhosa e visceral 'The Rat'. Guitarra e teclado criam um verdadeiro muro de som e melodia, com uma performance fantástica do batera Matt Barrick. 'No Christmas While I'm Talking' é a que mais se assemelha ao primeiro disco. Nela você é convidado a flutuar em viagens sonoras a lugares desconhecidos. Mas 'Little House Of Savages' trata logo de trazer todos de volta, com seu rock explosivo e imediato. Em 'The North Pole' Hamilton canta com uma carga emocional incrível. 'Hang On, Siobhan' mais parece uma canção de ninar. Belíssima. Hamilton mostra porque é o melhor vocalista da atualidade na entusiasmante 'Thinking Of A Dream I Had', cantando do fundo da alma. Assim são as canções do Walkmen. Elas emocionam, fascinam, envolvem. É um disco sem erros, sem vacilos, de uma banda que esbanja personalidade. Um amadurecimento de uma sonoridade única. Franz Ferdinand - Franz Ferdinand (2004) www.thewalkmen.com www.franzferdinand.co.uk :: E antes que me esqueça, alguém tá afim de um Gmail aí? Vocês sabem, aquele email que tem 1 giga de espaço, é bem mais rápido e tal... Tô querendo me livrar dos convites que tenho. Quem quiser é só botar um comentário aí que mando o convite. Falou! :: Terça-feira, Setembro 14, 2004
Aproveitando que estou de férias finalmente, resolvi tirar a poeira desse blog. Peguei todos aqueles cdzinhos esquecidos no meu Hd e escutei-os. Aqui vai a nata. Discos lançados esse ano que você deve baixar imediatamente! Lali Puna - Faking The Books (2004) Se pudéssemos descrever o grupo alemão Lali Puna em uma única palavra, esta seria inventivo. A banda é uma das preferidas de Colin Greenwood e Thom Yorke. Isso prova que os caras têm bom gosto mesmo. "Faking The Books" é, sem sombra de dúvidas, um dos melhores discos do ano. Este é o terceiro do grupo de Valerie Trebeljahr e Markus Acher (que também toca no Notwist). Você encontrará músicas com texturas eletrônicas e barulhinhos aqui e acolá, com guitarra e bateria em segundo plano, como em 'Small Things' (quase um trip-hop), em 'People I Know' (que lembra a fase Kid A/Amnesiac do Radiohead), em 'Alienation', e na faixa título que abre o disco, e também faixas com o mais puro e direto indie rock, como em 'Call 1-800-Fear', em 'Micronomic' (que tem um refrão majestoso), e na ótima 'B-Movie'. O doce vocal de Valerie é uma constante no álbum, sempre lindo e muito bem construído ao longo das 11 faixas do álbum. Pode-se perceber elementos de bandas como Stereolab, Radiohead, Delgados e Notwist. Mas o Lali Puna condensa maravilhosamente essas influências de forma a atingir uma sonoridade própria. Você pode chamá-los de pop, eletrônicos ou rock. Talvez eles sejam tudo isto ao mesmo tempo. Mas o que importa no final é que temos aqui um grande disco. Dios - Dios (2004) Kings Of Convenience - Riot On An Empty Street (2004) A.C. Newman - The Slow Wonder (2004) www.lalipuna.de www.wearedios.com www.kingsofconvenience.com www.acnewman.net :: Domingo, Setembro 05, 2004
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11:51 AM
by Up For Sale
![]() No difícil mercado independente brasileiro, chegar ao segundo disco com a moral que o Astronautas chega nesse "Electro-Cidade", não é para qualquer um. Os caras vêm respaldados pela expressiva venda de 7.000 cópias de seu debut o "...De Algum Lugar Do Sistema Solar" e pela experiência de ter tocado em todo o Brasil. Portanto, o mínimo que se pode esperar desse show de lançamento do novo disco é um ótimo público não é mesmo? Ledo engano. A presença da galera foi decepcionante. Não chegou a ser um desastre. Havia, sim, uma boa quantidade de pessoas presentes. Mas não condizente com o que a noite proporcionaria. A promessa era de um grande show com inúmeras participações especiais. Sem falar que os caras estavam um tempo sem tocar por aqui. Ou seja, mais um motivo para encher a casa. Mas não rolou. Paciência. Vamos ao show então. Perto de uma e meia da manhã começa a rolar no telão localizado atrás do palco o novo clipe dos caras, "Cidade Cinza" que, por sinal, ficou espetacular. Todo feito em animação 3d, este vídeo é uma das apostas da banda para emplacar, quem sabe, na Mtv. Ao final do clipe André Frank e companhia sobem ao palco, executando a mesma canção do clipe. Ela é, de longe, a música mais pop do grupo, e sem dúvida uma das melhores deles. Uma bola dentro! Na seqüência tivemos a lapadeira "Compulsivo". Pegada hardcore e porradaria, é perfeita para rodas de pogo e coisas do gênero. "Psicodelia Cotidiana" quebrou um pouco o ritmo, mas foi bem recepcionada pela galera. "Tecnologia", deu uma esfriada nos ânimos. Ela tem um refrão meio repetitivo que não empolga muito. E o fato de estar sendo tocada para o público pela primeira vez, só ajudou nisso. Aliás, essa foi a tônica da noite. Nas músicas novas, como a própria "Tecnologia", em "Negar É Afirmar", "Revolver #3", "Não Faço Nada", a galera ficava paradona vendo a banda tocar. Já nas antigas, como o hit "Nós, Robôs" e "Ultravioleta", eles cantavam junto e agitavam mais. Das participações especiais pode-se destacar as ótimas performances de Marcelo Gomão do Vamoz no rock arrastado de "Monotonia" (uma das melhores do novo álbum), a de Marcelo Pompi do grupo Carfax na furiosa "Fora De Controle", e a da dupla Felipe S e Marcelo Campello do Mombojó cantando e tocando em "Comunicação Em Bossa Moderna" que foi emendada com uma parte de "A Missa", música dos mombojovens. O único porém ficou pela chata participação de Lula Queiroga, que destoou muito das demais. Só serviu para dispersar o público, fazendo até com que alguns fossem embora. A produção foi impecável, tanto pela iluminação quanto pelo som. O telão foi um show à parte, com imagens sincronizadas com a performance da banda entre outras coisas. Se não foi o sucesso esperado, o show valeu para mostrar uma certeza. A de que o Astronautas tem um profissionalismo absurdo e um igual respeito pelo público. E que tem tudo para ocupar o seu lugar ao sol do mercado rock nacional. Competência e capacidade eles têm. É só uma questão de tempo até chegarem lá. *Texto publicado originalmente no site do Recife Rock. Veja aqui a cobertura completa com fotos e texto www.astronautas.org www.reciferock.com.br :: Sexta-feira, Agosto 13, 2004
O Barramundo Social Club abre mais uma vez espaço no seu calendário para um evento relacionado ao rock. O bar tem abrigado, quase que toda sexta ou sábado, shows com bandas da nova cena rockeira pernambucana. Por lá já passaram entre outros, Parafusa, Mellotrons, Rádio de Outono, Mula Manca... Esse sábado foi a vez do Volver e do Raybans. O Raybans trata-se de uma banda cover de luxo. Ele tem na sua formação algumas figurinhas carimbadas da cena rockeira local. São eles Marcelo Gomão do Vamoz! na guitarra e Daniel (ex- Pal-m) do Retrôvisores no baixo. E ainda tem o vocalista Nicolau que, segundo alguns, é um lendário vocalista de bandas covers e uma verdadeira enciclopédia musical. Já o Volver tem material próprio, e inclusive já lançou no ano passado um Ep demo muito interessante, que inclusive angariou ótimas críticas Brasil a fora. O curioso foi que a banda, ao contrário da grande maioria, só começou a fazer shows depois do Ep lançado. Pois é, mas vamos ao shows. O Raybans foi o primeiro a se apresentar. O repertório deles é composto de clássicos do punk e do rock. Stooges, Sonics, Ramones, Velvet Underground estão entre os homenagedos. Coisa fina. De cara já mandaram um 'Cecilia Ann' dos Pixies pra amansar a galera. Depois foi só lapada no ouvido. Com 'Skinnie Minnie', 'Boss Hoss', 'Psycho', 'Have Love Will Travel', todas elas músicas da banda garageira dos anos 60 The Sonics, eles botaram o público pra dançar. 'Rock And Roll Radio' e 'Waiting For My Man', de Ramones e Velvet Underground respectivamente, também foram muito bem recebidas, sendo cantadas por vários dos presentes. Pra fechar, a demolidora 'Search And Destroy' do Stooges. Fica até difícil destacar um deles do restante, pois todos têm uma performance bem estigante. Mas devo dizer que o Nicolau é uma figuraça. Ele é uma espécie de mistura de Elvis com Marcelo Nova e não pára quieto um instante. Rock! Com o terreno já pronto, o Volver sobe ao palco para desferir seu arsenal de canções pop, calcadas na Jovem Guarda e na música de artistas como os Beatles, Weezer e Frank Jorge. Como de costume, eles abriram o show com o clássico de Dick Dale, 'Misirlou' (aquela surf music da trilha sonora do filme Pulp Fiction), seguida das ótimas 'Canção Perdida' e 'Lucy' (esta última está no Ep). Depois da execução da divertida 'Ela Só Quer Me Ter' da banda curitibana Feichecleres, rolou a sequência jovem guardiana 'Não Trate Ele Assim' (também do Ep) e 'Muito a Sério'. Riffs ganchudos e melodias açucaradas evocam a sonoridade do movimento musical de Roberto Carlos e Renato e Seus Blue Caps. Uma das grandes influências da banda foi agraciada com um cover na música que se seguiu: 'Você Não É Tão Legal' de Frank Jorge, que contou ainda com a participação mais que especial de Gleisson Jones do grupo Rádio de Outono na bateria. Um dos pontos altos do show. A nova 'Máquina do Tempo', o hit 'Você Que Pediu' (ótima música... é uma mescla de todos esses elementos sessentistas com grupos atuais como Supergrass e Autoramas... foi, certamente, o grande momento da noite, com todo mundo batendo palmas no ritmo da canção...) e 'Mister Bola de Cristal' finalizaram essa vibrante apresentação dos reis do iê-iê-iê pernambucano. O som do Volver tem tudo para agradar o grande público local. As composições são boas e acessíveis, mas sem serem descartáveis. E a banda tem carisma de sobra, muito pelo frontman Bruno Souto e o batera Doug. Noite extremamente agradável ao som do bom e velho rock n' roll. Então, até a próxima. Falou! *Texto publicado originalmente no site do Recife Rock. Veja aqui a cobertura completa com fotos e texto www.tramavirtual.com.br/artistas/volver renatoeseusbluecaps.vilabol.uol.com.br www.velvetunderground.com www.retrovisores.org www.vamoz.net www.reciferock.com.br :: Sexta-feira, Agosto 06, 2004
![]() !!! - Hello? Is This Thing On? (novo single de "Louden Up Now", disco de estréia do Chik Chik Chik... eu tinha uma birra com essa banda... quando escutei esse disco pela primeira vez, achei horrível... não gosto de Radio 4, The Rapture e outras desses grupos de Electro-Dance-Punk-Funk, ou sei lá o termo que se dá pra eles... uma coisa eu sei, o !!! é de longe o melhor deles... continuo não gostando do estilo, mas é impossível ficar parado som de faixas como 'Dear Can', 'When the Going Get Tough, The Tough Get...', 'Me And Giuliani Down By The Schoolyard' e claro 'Pardon My Freedom') !!! - Pardon My Freedom (falando nela, não podia deixar de incluí-la aqui neste post... ainda não tinha despertado para esse disco, logo, quando 'Pardon...' foi lançada em single, em Junho... passou batida por mim, apesar de ter o disquinho em casa... terrível erro... é, sem dúvida alguma, uma das melhores músicas do ano... pra fazer frente a 'The Rat'... uma das mais dançantes dos últimos tempos... incrível como ela é boa...) Beck - Everybody's Gotta Learn Sometimes (belíssima canção que faz parte da trilha sonora do filme "Eternal Sunshine Of The Spotless Mind"... é na verdade um cover da banda Korgis que Beck fez em parceria com Jon Brion, o encarregado da trilha do filme... quem não viu o filme ainda, vá ver... depois de assistir esse fantástico filme, acompanhar os caracteres finais do filme subindo ao som dessa música, é realmente emocionante... é um mix de sentimentos... tristeza e felicidade... alívio e angústia... a trilha também é ótima, com destaque para o tema do filme na faixa 1, e para as participações da Electric Light Orchestra com 'Mr. Blue Sky', do Polyphonic Spree, com duas canções, 'Light And Day' e 'It's The Sun') Robbers On High Street - Hot Sluts (Say I Love You) (conheci essa banda através de uma indicação de uma amigo do soulseek, um cara, americano, de quem sempre baixo coisas novas e tal... ele me indicou o ROHS, dizendo que essa música em questão era "de longe a melhor música desse ano cara"... não sei se é para tanto, mas que eles são bons, isso são... 'Hot Sluts...' é do primeiro Ep deles, o "Fine Lines"... o lance aqui é rock e muita guitarra... já foram comparados a Spoon e Interpol) Xiu Xiu - I Luv the Valley OH! (melhor faixa de "Fabulous Muscles", disco mais recente do Xiu Xiu, banda de um homem só, James Stewart... mais um para a lista de melhores discos do ano... nesse novo disco o Xiu Xiu está mais experimental que nunca... o dramático vocal de Stewart é acompanhado por bases eletrônicas... há espaço também para instrumentos acústicos como nas músicas 'Fabulous Muscles' e 'Clown Towne'... outro destaque do álbum é 'Crank Heart', que junta todos esses elementos numa única música) The Libertines - Can't Stand Me Now (o segundo disco dos ingleses do Libertines pode não ser tudo aquilo que Mick Jones estava dizendo que seria, porém não se pode subestimar um disquinho que tem preciosidades como 'The Man Who Would Be King', 'Last Post On The Bugle', 'Music When The Lights Go Out', 'The Ha Ha Wall' e esse clássico que é 'Can't Stand Me Now'... uma verdadeira pérola... pode não ser melhor que o primeiro disco, mas já é melhor que muita coisa por aí) :: Quarta-feira, Julho 21, 2004
O 90 Day Men tem uma história curiosa. Eles são aquele tipo de banda que em algum momento de sua existência resolveu dar um novo direcionamento musical à sua carreira. Mas não da maneira mais provável, com a famosa evolução de suas composições com o decorrer dos lançamentos dos seus álbuns e com os anos de estrada. Eles fizeram isso depois do lançamento do primeiro disco. E essa tal "transformação" se deveu tão exclusivamente a uma pessoa: Andy Lansangan. Andy, que é pianista e tecladista, entrou no grupo em 2001, durante as gravações do primeiro álbum do grupo, o "[is (it) is] Critical Band" e meio que desencadeou essa mudança na sonoridade da banda. Até essa data eles tinham lançado dois ep's, ambos com forte carga new wave. O som era uma mistura de At The Drive-In com Sonic Youth (o chamado post-hardcore). Andy no entanto só veio a participar mais efetivamente das composições no álbum seguinte, o "To Everybody". É nesse momento que o piano passa a ser o principal instrumento do grupo, e eles dão um enorme passo evolutivo. O direcionamento das músicas se volta para o piano. Saem as microfonias, as bases de guitarras atonais e distorcidas, e entram os intricados e melódicos arranjos do Rhodes de Lansangan. Todos esses novos elementos apresentados em "To Everybody" chegam a seu ápice no terceiro e mais recente lançamento da banda, o fantástico "Panda Park". São sete faixas e pouco mais de 34 minutos de duração. Apesar da pouca duração do álbum, você tem a impressão de que passou uns 60 minutos escutando ele, dada a profundidade e riqueza das canções. Já de cara, 'Even Time Ghost Can't Stop Wagner' mostra qual é a deles. Piano e guitarra dão o tom da música, hora caminhando juntos, hora fazendo uma espécie de duelo. 'When Your Luck Runs Out' vem em seguida com o vocalista Brian Case quase que sussurando a letra. Uma influência radioheadiana é sentida nessa faixa (mais pelo baixo de Robert Lowe e pela levada rítmica da bateria de Cayce Key). 'Chronological Disorder' mostra os músicos estupendos que eles são, com um início atormentado mas que alcança a redenção com um grande e espetacular show de improvisações. A introdução 'Sequel' prepara para a mais bela faixa de "Panda Park", 'Too Late or Too Dead'. Lansangan puxa a responsabilidade pra si com uma emocionante linha de piano. 'Silver And Snow' vem com o vocal de Case mais angustiante do que nunca. Outra pérola do cd. A instrumental 'Night Birds' fecha o disco magistralmente com seus 8 minutos e meio de viagens e improvisações. O 90 Day Men mostra que é uma das bandas mais criativas e inventivas atuais, ao lado de grupos como TV On The Radio, Liars. Disco do ano? Talvez sim, talvez não, mas com certeza está na minha lista dos melhores. Brian Case - Vocal e Guitarra Robert Lowe - Baixo e Vocal Andy Lansangan - Piano/Teclados e Vocal Cayce Key - Bateria www.90daymen.com www.fact-index.com/r/rh/rhodes_piano :: Terça-feira, Julho 20, 2004
A amiga Kênia Castro manda o relato de como foram os shows do I Festival Independente de Natal que aconteceu no último sábado dia 17 de Julho, onde rolaram apresentações das bandas pernambucanas Mellotrons e Mombojó. A foto acima também é dela. Valeu Kenia! por Kenia Castro http://www.dsignk.com/mrsdalloway I Festival Independente de Natal, uma ótima idéia e muito o que melhorar Um festival que buscou grandes proporções: muita música, teatro, sebos, fotografia, poesia e o melhor; ingressos a cinco reais. A "Cidade da Criança" mostrou-se o local ideal para esse tipo de evento. Para os que desconhecem, trata-se de um espaço arborizado destinado ao publico infantil com direito a lago artifícial, pedalinhos, área para ciclismo e, obviamente, uma concha acústica para shows. Para abrir a programação subiu ao palco, às quatro horas da tarde, o grupo natalense FunkSambaSoul com sua levada rock, funk e muitas batidas seguindo a linha Mangue Beat. Podemos dizer que são competentes e recebem um bom destaque na cena local, mas sem grandes inovações. O sol finalmente apareceu e junto com ele o público, quando entrou em cena o Peixe Côco, uma banda local mais antiga, e obviamente bem conhecida, chamando a atenção de algumas pessoas da platéia. A mesmisse de sempre, com letras um tanto quanto bobas. Nada demais. O Montgomery foi, como sempre, muito interessante agregando uma sonoridade no melhor estilo "Ira", embora existam aqueles que não concordem com esta afirmativa. Seja como for, o show foi bom, mesmo o publico estando um tanto disperso. Este aspecto pareceu uma constante ao longo de todo evento. Talvez o local, grande e aberto, propicie este tipo de atitude, devido a diversidade de atrações acontecendo ao mesmo tempo em locais diferentes. Seja como for, a expectativa de público foi surpreendente para este primeiro evento. Automatics na concha acústica, som extremamente competente e muito barulho ecoando por todo o parque. Alexandre (vocalista e um dos organizadores do festival) inúmeras vezes lembrou-me o vocal do Placebo e a sonoridade do Jesus and Mary Chain. Uma banda, antes de mais nada, audaz pelo recente CD Triplo e o lançamento de um novo álbum em parceria com o Mellotrons. Pela primeira vez percebeu-se com maior clareza aquele que foi o maior problema do festival: o som. A produção pecou em um dos quesitos essenciais para os que prestigiavam os artistas que passaram por ali. Desrespeito com o público e com as bandas. Aparentemente isso também ocorreu em outro palco onde aconteciam os recitais de poesia. O destaque local ficou por conta do Bonnies, rockabilly de primeiríssima qualidade que chamou a atenção dos dispersos e colocou muita gente para dançar. Não conhecia e fiquei surpresa com a performance dos caras. Mas como tudo o que é bom dura pouco, subiu ao palco a uma das coisas mais esquisitas que já presenciei na vida: Évora. Horrível é pouco, muito pouco, para tamanha masturbação auditiva. Assim como eu, várias pessoas fizeram questão de passear pelo parque clamando pelo fim de tamanha bizarrice. E os pernambucanos invadiram a área. Mellotrons vieram para mostrar que recifense também canta em inglês e que existe muito mais na cena pernambucana que o já tão conhecido movimento mangue. Mostraram muita competência no palco e pareciam brigar com aquele zumbido insuportável que insistia em atrapalhar o trabalho deles. Em alguns momentos, o vocal praticamente desaparecia e os garotos se mostravam apreensivos. Mas tocaram até o fim apesar dos contratempos e ainda agradeceram a oportunidade. Que venham mais vezes, porque já possuem admiradores por aqui. Já passava das oito quando a grande atração, o Mombojó, começou a ecoar seu som, digamos, "indefinido". Samba, eletrônico, rock, versões de Chico Buarque... olhos atentos e surpresos daqueles que presenciaram a empolgante apresentação. A aceitação foi imediata e quem não conhecia saiu de lá entusiasmado. O rap "Discurso Burocrático" abriu a apresentação seguida por "A missa". Músicas novas ou talvez anteriores, mas desconhecida até mesmo pelos entusiastas que cantavam em frente ao palco, marcaram o início do show. "Deixe-se acreditar", uma das mais esperadas, foi prejudicada por outro problema de som, mas ganhou um bis ao final como prêmio de consolação. A empolgação foi tamanha que um poeta potiguar subiu ao palco para recitar um poema de Chico Buarque ao ritmo da música que tocavam. Um momento inesperado e contagiante até mesmo para banda que terminou o show com sua música mais conhecida cantada por diversas pessoas que celebraram "o reino da alegria" em cima do palco. Apesar de tantos ruídos e vozes abafadas, o ritmo prevaleceu e a viagem dos pernambucanos valeu a pena, afinal conquistaram um público fiel por aqui. O Festival Independente de Natal pretende se firmar marcando uma nova data para janeiro do próximo ano. Só que da próxima vez, esperamos, melhor organizado e com um som de qualidade. :: Segunda-feira, Julho 05, 2004
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6:36 PM
by Up For Sale
Quarta-feira, Junho 23, 2004
The (Internacional) Noise Conspiracy - Black Mask (eita, que demorou muito, mas até que enfim o The (I)NC volta com um disco novo na praça, o "Armed Love"... nós aqui do Up For Sale estávamos um tanto ansiosos, vocês devem imaginar porque... o disco teve produção de Rick Rubin e será lançado em Julho... ainda não tenho uma opinião mais concreta a respeito do álbum, tô no processo de audição mais detalhada... mas ele tem umas musicas bem bacanas que saltam logo à vista... 'A Small Demand', 'The Way I Fell About You', 'Let's Make History' e claro 'Black Mask' que é o primeiro single tirado do disco) Rádio de Outono - Sabe Tudo (outra banda pernambucana que não tem nada a ver com o mangue-beat... o lance do RdO é fazer música pop... pop do bem... "sem medo de ser feliz"... eles estão realizando uma promoção para comemorar o sucesso dessa música 'Sabe Tudo' no site da tramavirtual... você pode ganhar um kit da banda, com o cd demo, uma camisa e um adesivo... mais detalhes aqui) Kaiser Chiefs - Oh My God (primeira banda e lançamento do selo iniciante Drowned In Sound... este é o primeiro single do grupo... o som deles é uma mistura de Beta Band com The Shins... psicodelia+experimentalismo+pop music) Clinic - Country Mile (outro lançamento bem aguardado por nós aqui... o Clinic volta com um disco muito bom... 'Country Mile' é a primeira faixa do disco, e nem é a melhor... ainda tem 'Circle Of Fifths', 'The Magician', 'Thank You'...) The Polyphonic Spree - Hold Me Now (essa é do novo disco que tem sido comparado ao "The Soft Bulletin" do Flaming Lips pela sonoridade e claro pela qualidade... tem a ver... essa música é no melhor estilo Polyphonic Spree... orquestrações, corais e aquele clima de celebração que as canções deles contém... com certeza um dos melhores lançamentos do ano) www.americanrecordings.com/tinc www.radiodeoutono.com.br www.kaiserchiefs.co.uk www.cliniconline.org www.thepolyphonicspree.com :: Domingo, Junho 13, 2004
Quarta-feira 09 de Junho, véspera de feriado de Corpus Christi, o Mombojó retorna à sua terra natal, para festejar o sucesso de sua recente turnê pelo sul do país, incluindo concorridos shows em São Paulo e Rio e uma participação no festival Curitiba Pop Festival, abrindo pro Pixies. Foi uma verdadeira celebração do atual estágio da banda. Com direito à participações especiais e tudo mais. O lugar que abrigou essa volta à Pernambuco foi o Usina, que fica em Casa Forte e que comemorava um ano de funcionamento. O lugar ficou completamente lotado. Nunca tinha visto tanta gente na rua Tapacurá, quanto nessa noite. É o fenômeno Mombojó. Algo difícil de explicar. Como um grupo tão novo conseguiu atingir esse nível de respeito do público em tão pouco tempo. Mas não é tão difícil de entender. Para isso basta vê-los ao vivo. Depois do set da Dj Lala K, tem início o show dos meninos prodígios de Recife. Pra começar eles mandam o sambinha-lounge 'O Céu, O Sol, O Mar', com todo mundo cantando junto. O 'Discurso Burocrático' anuncia que vem aí uma das melhores músicas do "Nada De Novo", a apocalíptica 'A Missa'. Não precisa nem dizer que a recepção dela foi fantástica. O teclado de Chiquinho dá um clima sombrio à canção, que então se transforma numa bossa, até que desemboca na distorção de guitarra de Marcelo Machado. Vieram em seguida 'Rótulo Anônimo' (uma das antigas, que não entrou no disco), 'Splash Shine' e a maravilhosa 'Duas Cores' (que tem o mais belo arranjo de flauta das músicas do grupo e talvez a melhor performance de Felipe, o vocalista). Era então chegada a hora da grande 'Deixe-se Acreditar'. A melhor deles na minha opinião. E acho que na de muita gente que estava lá também. E ela foi destruidora. A guitarra distorcida e a batera alucinante de Vicente dão o tom do início ao fim. As viajantes 'Cabidela' (fantástica linha de baixo de Samuel) e 'Absorva' contaram com a participação de Thiago do Variant TL. Depois da calmaria veio o furacão 'Faaca'. Assim como em 'Deixe-se Acreditar', guitarra e bateria mandam ver nessa aqui com o adendo da bela linha vocal. Outros destaques do show foram a participação de integrantes do Eddie tocando 'Pode Me Chamar' com Felipe no baixo, o cover de Chico Buarque 'Tem Mais Samba' (totalmente remodelada ao melhor estilo Mombojó), a ótima 'Merda' e 'Adelaide'. Algumas considerações finais: 1- As músicas não perderam em riqueza de arranjos por causa da ausência do violão de Marcelo Campello. Claro que um violão aqui e ali faz falta, mas não existiram vazios entre elas. 2- Se no disco os destaques ficam por conta dos arranjos de violão e teclados, ao vivo definitivamente o lance é baixo-bateria-guitarra. 3- Felipe S é um ótimo frontman. O cara manda muito bem mesmo. 4- O Mombojó é disparado a melhor banda daqui ao lado do Nação Zumbi. Falou! É isso! *texto originalmente publicado no site Recife Rock. Veja aqui a cobertura completa com o texto e fotos do show www.mombojo.com.br www.reciferock.com.br :: Quarta-feira, Junho 09, 2004
![]() O Keane chega com a responsabilidade de ser o novo Coldplay da temporada. A expectativa é que eles cheguem naquele patamar que Chris Martin e companhia chegaram quando então tocaram no V2000 e no Glastonbury, no ano de 2000. Naquela época o Coldplay vinha embalado por dois singles de sucesso, 'Yellow' e 'Don't Panic'. Eles só precisavam de um grande show e de um grande público para fazerem a fama. A história se repete, e o Keane é a bola da vez. No caso deles as músicas 'Everybody's Changing' e o hit 'Somewhere Only We Know' são a ponte. E Glastonbury é o festival. Suas canções são carregadas de emoção e melodia, seja pelo vocal de Tom Chaplin (que é bem similar ao de Fran Healy do Travis, só que sem o sotaque escocês) ou pelos arranjos de piano de Tim Rice-Oxley (que também é o baixista do grupo). "As pessoas querem emoção. Mas isso parece ser uma coisa rara nos dias de hoje. Eu não acho que exista muitas bandas fazendo música que na verdade tenha algum conteúdo. Não há nada com o que se identificar" exclama Tim, mostrando qual é a da banda. Baladas perfeitas para servirem de trilha sonora para os casaisinhos apaixonados por aí. "Hopes And Fears" começa com o maior hit do grupo, a ótima 'Somewhere Only We Know'. Sabe aquelas canções que o Travis costumava fazer que inclusive eles não fazem mais? Perfeitas canções pop, que deixavam o seu dia mais feliz e coisa e tal? Pois é, o Keane conseguiu com essa primeira música do álbum. O que ela tem de melosa tem de bela. 'This Is The Last Time' mantém o clima da anterior. Música para dias ensolarados. 'Bend And Break' vem em seguida com seu refrão grudento que fica na cabeça. Quando você menos percebe está cantarolando ela por aí. Na sequência rola a balada 'We Might As Well Be Strangers'. Bem, ela tem todos aqueles clichês das mega baladas. Começa com o vocal e piano somente, e aos poucos vai entrando uns barulhinhos aqui e acolá, quando então entra a bateria. Vai numa crescente até chegar no refrão grandioso. Mas quem liga pra isso... O que importa é que ela é muito boa. 'Everybody's Changing' foi o primeiro single do grupo. A música que fez com que eles ficassem conhecidos. E ela é de fato a melhor faixa do disco. O tipo de canção que ao vivo se torna grandiosa. O semanário inglês NME fez até uma comparação engraçada em relação à ela. Disseram que ela parecia uma espécie de Radiohead da época do Kid A fazendo um cover do A-Ha. Tem a ver. Os outros destaques do disco são a balada à la A-Ha 'She Has No Time' e 'Can't Stop Now'. As demais canções não comprometem o disco. O Keane não é lá um grande exemplo de originalidade e eles não vão mudar a história da música, mas que eles fazem grandes canções pop, isso eles fazem. E pra mim isso já basta. Tom Chaplin - Vocal Tim Rice-Oxley - Piano Richard Hughes - Bateria www.keanemusic.com www.glastonburyfestivals.co.uk www.a-ha.com :: Sexta-feira, Junho 04, 2004
Dogs Die In Hot Cars - Godhopping (single mais recente deste grupo escocês que nem cd tem no mercado... quem me conhece, já deve ter me escutado falar dessa banda... eles retornam com um single bem melhor que o anterior, o 'Man Bites Man'... pianinho no melhor estilo art-pop, a música é ótima) Thirteen Senses - Thru The Glass (outra que ainda não lançou o primeiro álbum, o Thirteen Senses já começa a ganhar destaque, muito por causa dessa música aí... de cara parece uma mistura de Muse com Starsailor... na imprensa européia eles são apresentados como o Mercury Rev inglês... isso já é um pouco de exagero, mas o som deles é bem interessante, vale conferir) Mellotrons - Evenning (banda pernambucana com 7 anos de existência, mas que só agora lança seu primeiro Ep... mas a espera valeu a pena... "Mellotrons Ep" tem 4 músicas, sendo a primeira faixa o grande destaque... o som é indie-rock com ótimo trabalho de guitarras e baixo) Hope Of The States - The Red The White The Black The Blue (banda que está sendo aclamada como um dos destaques atuais... seu primeiro álbum, "The Lost Riots", lançado recentemente, já é tido como um dos melhores lançamentos do ano) The Bees - Chicken Payback (a primeira coisa que vem à cabeça quando se escuta esse cdzinho do Bees é que ele deve ser uma fita restaurada de alguma banda dos anos 60... só pode ser... escutem esta música aí e digam se estou errado) www.dogsdieinhotcars.com www.thirteensenses.com www.hopeofthestate.com www.thebees.info :: Domingo, Maio 30, 2004
Promessa é dívida. Depois de muito adiado, eis que enfim eu escrevo o relato da viagem à Natal para assistir ao terceiro dia do festival Mada. Nem sei se faz sentido escrever sobre o Mada, depois de todo esse tempo hehehe, mas vou escrever mesmo assim... Quem acompanha esse blog sabe da novela que foi pra arrumar uma galera pra ir pro Mada e tal. Quando tudo parecia estar certo, alguém desistia de última hora, e lá íamos eu e Guilherme (Recife Rock) atrás de gente pra lotar a van novamente. Resumo da ópera... Só conseguimos fechar a galera na rabeta final (de última hora). Na manhã do show. Foi foda. Stress da porra. A van tava marcada pra sair de 2 da tarde. E até 11 e meia, eu ainda tava tentando convencer o povo a ir. Parece brincadeira. Eu ter que convencer uma pessoa a ir assistir um show do Walkmen hehehe. Finalmente, ao meio dia, todos estavam confirmados. A galera foi a seguinte: eu, Guilherme e Hugo (Recife Rock), Gleisson e Bárbara (da banda Rádio de Outono), Jarmeson (do Coquetel Molotov), Bernardo (da banda Superoutro), Marcos (da banda Mellotrons) e mais duas amigas e um amigo meu, Ariana, Maria e Ricardo. A gente saiu de 2 horas, com previsão de chegada às 18 e meia. A viagem foi relativamente tranquila. O único porém, foi um acidente que rolou na divisa entre a Paraíba e o RN, onde 6 pessoas morreram, e que aconteceu momentos antes da gente passar pelo local. O clima ficou meio pesado. Tirando isso foi tudo muito bem. Uns preferiram conversar enquanto outros dormiram mesmo. Seis horas da tarde estávamos já em Natal. Fomos direto pro lugar do festival, que fica do lado do Hotel Imirá e fomos logo comprar os ingressos e coisa e tal. Só que os ingressos não estavam sendo vendidos ainda. Só às 19 e meia... Então fomos comer alguma coisa, que ninguém é de ferro. Liguei para uma amiga que é da cidade, Juliana, e ela nos recomendou ir ao shopping que ficava perto da onde estávamos. Natal é uma cidade engraçada. Não tem quase sinalização nas ruas, poucos sinais de trânsito, e eles têm os restaurantes e lanchonetes com os nomes mais engraçados que já vi... Con-xi-China, Huga Búrguer, entre outros nomes de duplo sentido... De barriga cheia e satisfeitos, fomos, agora pra ficar, para o Imirá. O público de Natal não costuma chegar cedo em festivais, foi o que me disse Juliana. Mas também não perderam muita coisa não. A noite demorou a engrenar. Assim que entramos, havia acabado de começar o show do Ravana (RJ), e não tinha ninguem no local. Se tinha umas 200 pessoas era muito. O Ravana tem na sua formação 3 mulheres e um cara (ou eram dois caras... tanto faz...). É uma espécie de Pitty com sotaque carioca. As músicas são pesadas e tal, mas não convencem nem um pouco. Um som bem manjado. Destaque para a baixista que é uma gata. Em seguida rolou o Allface. Banda de hardcore melódico (hehehe) de Natal mesmo. Eu realmente não gosto desse tipo de som, mas os caras até que não fizeram tão feio assim. Quem gosta do estilo deve ter gostado. Com um público bem mais numeroso, o Automatics entra no palco. Eles lançaram recentemente um cd triplo! É isso mesmo que você leu... Triplo! Bem elogiado pela crítica e coisa e tal. São 33 músicas, 11 em cada disco, sendo um acústico, um eletrônico e outro elétrico. A minha curiosidade em relação ao show deles era como eles usariam toda essa miscelânia sonora, numa apresentação de meia hora... Na verdade, eles só tocam a parte "elétrica" do disco, que é um mix de suas influências... Tem um pouco de Jesus & Mary Chain e Oasis e muito de Placebo. Quem fechasse os olhos pensaria que estava num show do Placebo, tamanha é a similaridade. Tirando isso, o show foi legal. Era a chegada a hora daquele que seria o melhor show nacional da noite (ou o segundo melhor show da noite). The Honkers da Bahia. Vocês que acompanham o blog aqui, devem ter lido nesse último post, logo mais abaixo, como eles são insanos, engraçados, viscerais, e totalmente rock! O show de sexta no Capibar foi muito bom. Mas Rodrigo Sputter e companhia conseguiram se superar nesse show do Mada... Foi completamente destruidor! Botaram todos os natalenses pra dançar. Todas as músicas que rolaram no Capibar também rolaram no Mada. E ainda teve o skazinho "Monkey Man", que não tinha rolado na sexta. No final ainda rolou uma cena muito divertida e rock n' roll com Rodrigo só de cueca e o guitarrista Pedro jogando sua guitarra em cima dele e ainda pisando em cima. China veio em seguida, com a difícil tarefa de se apresentar depois da performance animalesca do Honkers. Ele foi o único artista/banda representante de Pernambuco no festival. Fazem parte de sua banda, Rafael, guitarrista do Planet Hemp, e Chiquinho e Vicente, respectivamente teclado e batera do Mombojó. E ainda tem uma baixista gatinha, que toca muito bem seu instrumento e manda uns backing vocals bem feitos. Eu acompanhei as três primeiras músicas e depois fiquei vendo de longe sem prestar muita atenção. Mas as que eu acompanhei me agradaram. São canções estruturadas no samba, com a guitarra viajando em cima, e usando muitos efeitos (delay, wah wah...). Alguém falou Mombojó? hehehe As vezes parece sim. Só que China não tem a riqueza de elementos que os mombojovens têm. O som dele é menos rebuscado. Mas é justamente essa sua "simplicidade" que o ajuda a ter uma interação maior com o público. Ele continua o mesmo dos tempos do Sheik Tosado. Pula pra cá e pra lá o tempo todo e chama a platéia para cantar junto. Espero ver seu show de novo para poder acompanhar com mais atenção. O Gram era a uma das bandas que eu estava mais afim de ver. Nunca havia escutado uma única canção deles. Mas as comparações com Los Hermanos, Coldplay, e outras bandas inglesas, me fez ficar curioso em relação ao sua apresentação. De cara, fiquei com uma boa impressão. O vocalista e guitarrista tinha às mãos uma mini Rickenbaker, belíssima guitarra, e um verdadeiro sonho de consumo. Ao vivo as comparações do Gram ao Los Hermanos não fazem tanto sentido assim. O som deles tem definitivamente uma cara de rock inglês, com todos aqueles arranjos melódicos e intervenções de guitarra. A música que melhor traduz isso é 'Moonshine' (a única deles cantada em inglês). Destaque para as músicas 'Seu Troféu' (arranjo todo pomposo e pá), 'Sonho Bom' (essa lembra um pouco nossos conterrâneos do Parafusa), 'Quase ilusão' (os caras provam que, assim como o LH, eles também gostam de Weezer) e o mega hit 'Você Pode Ir Na Janela' que foi muito bem recebida pela platéia natalense (alguns até conheciam e cantaram a canção) e pra mim foi a melhor do set deles. Show bacana. O Gram tem tudo pra ser a próxima grande banda do escasso cenário rock tupiniquim. Depois do Gram rolou o grupo local Mad Dogs. Eles têm 10 anos de carreira e coisa e tal, e o público natalense parece realmente gostar deles. A mim não agradou nem um pouco. Eu preferi ficar vendo a montagem do palco do Walkmen, que seria a banda seguinte. E ainda fiquei torcendo pro show deles acabar logo. Era chegada a hora tão aguardada. Depois de 4 horas de viagem e mais 4 de outros shows o The Walkmen, grupo que lançou um dos melhores discos do ano, entra no palco do Mada. Conheço a banda desde 2002, quando o "Everyone Who Pretend To Like Me Is Gone" foi lançado. Me lembro de odiar o clipe da maravilhosa 'We've Been Had', que consistia em dois caras brigando ou algo assim... Mas foi esse mais recente "Bows + Arrows" que me fez ficar fã do grupo. E foi justamente, com as duas primeiras músicas deste disco que eles começaram o show. Com seu teclado analógico, Walter Martin começou a tocar as primeiras notas de 'What's In It For Me'. Ela é uma espécie de introdução. Emocionante e bela, não tem baixo, que só entra na execução da música seguinte. E que música seguinte. Na segunda canção do show, a fabulosa 'The Rat', o Walkmen já atinge a perfeição. Hamilton Leithauser a cantou como nunca. Aliás ele canta todas as músicas como se fosse o ultimo show da banda, gritando de uma forma que parece que sua alma vai sair de seu corpo, e principalmente nunca desafinando. Eu já vi outras performances deles tocando 'The Rat', e posso dizer que essa foi a melhor de todas. Até roda punk rolou (infelizmente hehe). Sem falar no show particular que Matt Barrick dá na bateria. O jeito dele tocar lembra bateristas antigos como John Bonham e Keith Moon, aquela técnica meio jazzística com feeling total, que é ao mesmo tempo violenta e precisa. Eu já estava realizado naquele momento, e pra mim a viagem já tinha valido a pena. Só que o Walkmen não é só 'The Rat'. Muito pelo contrário. Veio então uma sequência fantástica de músicas do primeiro álbum deles. 'Wake Up', 'Everyone Who Pretend To Like Me Is Gone', 'Revenge Wears No Wristwatch' e 'We've Been Had'. Um cara do meu lado, para a minha surpresa, cantava todas elas como um doido, e estava assim como eu, com um largo sorriso na boca... Um coisa tem que ser dita. Se tinha umas quinze a vinte pessoas que conheciam as músicas do The Walkmen era muito. Uma pena. Mas isso não foi empecílio para o publico curtir o show. Ao final das músicas sempre aplaudiam bastante. Mas voltando... Com sua melodia que mais lembra uma canção de ninar, 'We've Been Had' foi outro grande destaque. Ainda rolaram as também ótimas 'My Old Man' (destaque pra guitarra minimalista de Paul Maroon), a também emocionante e espetacular '138th Street' (esta canção é uma homenagem ao nome da rua onde eles moram em NY... Hamilton toca guitarra nessa), 'The North Pole' (também fantástica... notem que já usei todos os adjetivos possíveis, então vou começar a repetir hehehe), 'Hang On Siobhan' (Paul toca piano nessa). Para encerrar em grandissímo estilo os nova-iorquinos mandaram 'Thinking Of A Dream I Had' (pra mim o grande momento do show junto com 'The Rat'... grande performance de todos os integrantes), 'Bows + Arrows' (a música que mais exigiu de Hamilton, e ele não decepcionou) e o próximo single deles 'Little House Of Savages'. O Walkmen provou que não é promessa, mas sim uma realidade. Se nos discos as canções já são emocionantes e incríveis, ao vivo elas fazem ainda mais sentido. Show inesquecível. Um dos melhores que eu já vi. E ele provavelmente será um dos melhores entre os que eu ainda verei. Depois de tudo aquilo, nada que eu visse seria tão bom. Então o melhor era dispersar e preparar a volta para Recife. Ficamos dando uma zapeada pelas dependências do festival, e acabamos encontrando um pouco mais tarde com os caras do Walkmen. Os caras vieram a mim, me pedir para tirar fotos, o que eu atendi prontamente hehehe. Em retribuição pedi para eles autografarem meu "Bows + Arrows". O Mada deu um côro legal no Abril Pro Rock. Mesclando revelações nacionais com atrações de grande porte e apostas internacionais, a organização do festival mostrou como se faz uma verdadeira celebração da música. Vamos ver se o Abril aprende a lição e toma jeito no ano que vem. www.ravana.net www.allface.digi.com.br www.alternativab.com.br/automatics www.thehonkers.com www.somdomangue.com.br/china gram.mosva.com.br www.thewalkmen.com :: Quarta-feira, Maio 26, 2004
![]() Oi pessoal! Enquanto não escrevo o texto do Mada (sábado sem falta vai estar pronto hehehe), vai aí a resenha que fiz do show de sexta passada que rolou no Capibar, publicada originalmente no site Recife Rock. Noite fria, meio chuvosa... Nada melhor que um bom show de rock para esquentar. Um não, três. Era a festa "Roubaram minha Guitarra" que a galera do Radio de Outono organizou para comemorar o sucesso da sua mini turnê pelo Nordeste (João Pessoa-Fortaleza). O primeiro do bill a se apresentar, o Volver, a mais gaúcha das bandas pernambucanas, começou sua apresentação com um público não muito numeroso. Mas logo foi enchendo de gente pra conferir o som dessa banda que tem um trabalho não muito comum de se ver/ouvir por essas bandas de cá. Eles investem num som totalmente influenciado pela Jovem Guarda. Guitarras limpas, backing vocals bem feitos e letras que falam sobre amor. Roberto Carlos e Erasmo Carlos estão entre as referencias primordiais do grupo. Daí a associação com as bandas gaúchas (célebres entusiastas desse movimento sessentista). O show foi exemplar. Muito bem ensaiados, com uma presença de "palco" (no Capibar não existe palco...) legal, os caras ganharam a simpatia de quem estava ali presente. Destaque para as músicas "Quero que vc desista", "Você não foi tão legal" do Frank Jorge (banda... gaúcha!!!) e as já clássicas "Ela me quer só pra me ter" dos Feichecleres de Curitiba (com todo mundo cantando o refrão junto hehehe) e "Você que pediu" que contou com a participação entusiasmada de Gleisson do Rádio de Outono. Ótimo show. Foi justamente a banda de Gleisson que veio logo em seguida. Com um EP lançado recentemente, eles estavam bem animados pra tocar, depois do sucesso da mini turnê. O Rádio de Outono faz pop descarado com precisão matemática e com referências bem diversas. Brit-pop, 60's, 80's, New Wave... Pra quem não os conhece, eles têm uma particularidade que os difere da grande maioria das bandas do estilo. Eles não têm um guitarrista. O arranjo das músicas é todo baseado no teclado de Dídimo, no baixo de Fernando e nas harmonias vocais. Todos colaboram nos vocais, sendo Bárbara a vocalista principal. Eles começaram o show com "Sabe-Tudo" uma das melhores músicas do grupo. Rock sessentista, com pianinho marcando toda a música. Em seguida rolou "Devaneio Sideral" música do primeiro single do grupo. A música seguinte contou com uma participação mais do que especial. Marcelo Gomão do Vamoz!, tocando guitarra na cover que o RdO faz do Supergrass, "Grace". A essa altura o público era bem satisfatório. E todos estavam em sintonia com as músicas. Rolaram ainda entre outras "Sonic" (isso mesmo que vocês tão pensando... aquela música do jogo de videogame), "The Atithesis of Our Love" (destaque para o vocal de Bárbara e o clima soturno da canção), a romântica "Deixa o Amor" e "Nem o Pó" (o grito de Bárbara no meio da canção é o melhor hehehe ótima música). Apelo pop, ótimas canções e banda carismática. Se o Ludov tá conseguindo, porque o Rádio de Outono não pode... Pode apostar que eles podem! O Honkers é uma banda única no atual cenário underground tupiniquim. Não pelo som, que é um muito bem feito mix de rockabilly, surf music e ska com doses providenciais de punk. O que faz o grupo baiano tão especial são os seus integrantes. São todos umas figuraças. A performance deles ao vivo é fantástica e quase sempre memorável. Rodrigo, o vocalista, é o cara mais insano-maluco-pirado e Rooock que eu já vi! Suas peripécias nos palcos, já até viraram lenda (todas elas verdadeiras). Na primeira música do set, a explosiva "You Make me Sick" (claras influências de Clash e Ramones), ele já foi subindo um coqueiro que existe no Capibar e se jogou lá de cima, machucando o joelho e quase caindo em cima de uma amiga minha hehehe. Rock! Em "Something Wrong With My Girl" ele já foi tirando a calça. Pra completar o começo devastador, a já clássica "Pretty Punk Girl", com ele indo pra cima do público. O guitarra do grupo Felipe é o pilar da banda. Canta em algumas músicas e tenta botar ordem na zona. Mas não deixa de soltar suas pérolas também. Em algum momento do show ele soltou essa, depois de um comentário de Rodrigo... "Tá no rock é pra se fuder!". Frase mais verdadeira, impossível hehehe! O baixista Thiago tem presença ótima também se movimentando muito e tirando muita onda entre os intervalos das músicas. As músicas do repertório do Honkers são quase sempre matadoras. É um show pra se dançar. O show ainda teve as covers "Planet Crash", a destruidora "Girl From '62" e o inusitado cover do Strokes "Last Night" (que também contou com a participação de Gomão). Show memorável. Sem sobras de dúvida é uma das melhores banda de rock do Brasil! release do Volver no Recife Rock www.radiodeoutono.com.br www.vamoz.net www.thehonkers.com :: Segunda-feira, Maio 24, 2004
Posted
3:47 PM
by Up For Sale
Sexta-feira, Maio 21, 2004
Posted
3:30 PM
by Up For Sale
Segunda-feira, Maio 17, 2004
![]() Não, você não está num site/blog pornô, nem de fotos sensuais. Trata-se do Up For Sale mesmo. E também não fomos hackeados. Sou eu mesmo que tô publicando. Nosso espaço aqui é totalmente reservado para assuntos do mundo musical. Você então deve estar se perguntando o que é que a (belíssima) bunda da Juliana Paes tá fazendo aqui na capa do blog... Tudo tem um porquê, e a razão desse post, é que a Playboy desse mês tem quase a totalidade de suas matérias dedicadas à música. Um "Especial Rock", como aparece na revista. Tem entrevistas com Falcão do grupo Rappa, Los Hermanos, a vj Penélope da Mtv... Tem uma sessão chamada The Daily Rock com histórias lendárias do rock, como aquela de que Ozzy mordeu um morcego no palco, ou aquela de que Paul McCartney morreu em 1966 e foi substituído por um sósia... Ainda rola uma matéria sobre a gravadora Trama e outra sobre como montar um estúdio na sua casa, e tem ainda a lista (polêmica claro) dos 100 melhores cds de rock de todos os tempos. Sem falar na coluna fixa O Novo Som de Playboy. Trata-se de um espaço dedicado a destacar bandas novas do cenário rockeiro nacional. Os grupos mandam seu material para a revista, que faz uma triagem e publica os destaques. São mais de 30 páginas sobre o universo da música. Um número respeitável para um revista que não trata especificamente do assunto. Quase todas as matérias foram assinadas por Thales de Menezes, conhecido crítico de música. Na entrevista do Falcão do Rappa praticamente só dois assuntos foram abordados: Yuka e Deborah Secco. Ele tenta explicar como Yuka saiu da banda e como rolou toda a separação, e como conseguiu pegar a gostosa da "Darlene". Pergunta mais foda da entrevista: "Eu queria saber mesmo é como um cara feio como você consegue se dar tão bem com as mulheres." Hahahahaha. Todos nós queríamos... Na matéria do Los Hermanos, Thales faz um raio-x da carreira dos caras. Do estouro de 'Anna Júlia', passando pela fase de difícil aceitação do "Bloco do Eu Sozinho" (o que viria a mudar mais tarde) chegando à consagração do "Ventura". Rola uma babaçãozinha de ovo aqui e acolá, mas o texto retrata bem a atual fase deles. Os caras estão com muita moral. E os seus fãs são os mais ardorosos e fieis de uma banda brasileira. A frase destaque da matéria é a seguinte: "Tem pessoas que acham nosso som uma bosta. Elas não estão erradas, é a opinião delas." Foi de Amarante. É isso aí. Mas o grande destaque (musical) da revista é mesmo a tal da lista dos 100 melhores discos de rock de todos os tempos, feita pelo Thales também. Esse tipo de lista sempre é polêmica. Sempre tem alguém que acha que faltou um disco, ou que aquela outro não merecia nem estar entre os 200 melhores, ou que é um absurdo tal disco na frente desse outro... O fato é que Thales de Menezes é um tremendo fã do The Clash. São nada mais nada menos que cinco álbuns do grupo na lista, sendo que dois entre os 5 melhores, enquanto que os Beatles têm 3 discos entre os cem. Não que não seja merecido, mas ver "Sgt. Pepper´s..." em terceiro (atrás de "Beggars' Banquet" dos Stones e do "London Calling" do Clash) e o "Revolver" somente na 13ª posição é, no mínimo, inusitado. Dá pra sacar que ele quis fugir daquela coisa manjada (mas que é verdade) de colocar Beatles em primeiro. A maior virtude da lista é que ela foi muito bem realizada, dando um apanhado geral no que foi feito de bom no rock, passando por todas as variações do estilo. Vai de Iron Maiden à Duran Duran, de Joy Division à AC/DC... A grande mancada foi a inclusão de discos como o "Celebrity Skin" do Hole, o "Garbage" do Garbage e um da Alanis Morrissete. Puta que pariu né... A revista Playboy foi simplesmente a melhor publicação rockeira lançada nesse mês. Agora é esperar que a publicação mantenha esse direcionamento de aliar a música à putaria. Quer mais o quê? Nada melhor do que poder ler uma revista com um ótimo conteúdo musical e ainda poder apreciar beldades como essa da capa aí. Uma edição histórica. www.playboy.com.br www.ozzy.com celebridade.globo.com www.loshermanos.com.br www.epicrecords.com/theclash :: Sábado, Maio 15, 2004
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4:53 PM
by Up For Sale
Sábado, Maio 08, 2004
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12:45 PM
by Up For Sale
![]() Eles são de Liverpool. São do casting da Deltasonic. Tem uma sonoridade que remete aos anos 60. Alguém aí falou no The Coral? Pois é, o Zutons, que foi formado em 2002, sofreu no começo da carreira, com essas comparações com os seus conterrâneos... "Eu acho que antes, todos pensavam que éramos como o The Coral, só que não tão bons" é o que diz Dave McCabe, vocalista e guitarrista do grupo. O lançamento de "Who Killed The Zutons?" vem à tempo de desfazer essa imagem equivocada do início do grupo. "A seis meses atrás, eu comecei a escrever canções bem melhores. Eu não estava só tentando soar louco o tempo todo. Eu tentei simplificar tudo e então descobrimos o que queríamos ser". E o que eles conseguiram criar foi um som que vai do soul ao rock, do jazz ao funk, da surf music ao folk e country. Tudo com uma forte carga melódica e pop, diferenciando-se aí do Coral, que investe pesado no psicodelismo. O Zutons faz parte de uma cena que cada vez mais toma forma em Liverpool. Bandas que usam e abusam do som de grupos como Devo, The La´s, Dexy´s, Captain Beefheart, Madness, Sly And The Family Stone, Talking Heads, entre outras. "Nós sempre quisemos ser como o Sly And The Family Stone ou o Talking Heads ou o Devo. Misturar tudo e mostrar cada ângulo disto no som e acho que conseguimos chegar lá". O álbum todo é muito bom. Já começa com a ótima 'Zuton Fever' (onde o sax da bela Abi Harding tem grande destaque, junto com slides de guitarra) e segue com aquela que foi o primeiro single do disco, 'Pressure Point' (baixo funkeado e final com Dave se esgoelando). A terceira faixa, 'You Will You Won't' seja talvez a música que melhor traduz o que é o som da banda. Soul com funk, guitarras meio bluseiras e swingadas e arranjo de sax perfeito (todos sabemos como é difícil fazer esse instrumento funcionar numa banda de rock...). Seguem a balada 'Confusion', a fantástica 'Havana Gang Brawl' (uma espécie de surf music dark com um clima meio sombrio), a country 'Railroad', e 'Long Time Coming' (outra faixa destaque; guitarra e sax guiam a música com improvisações de Boyan Chowdhury, o outro guitarrista do grupo). As duas faixas seguintes ('Nightmare Part II' e 'Not A Lot To Do') fazem jus às comparações do Zutons com o Coral. São as mais fracas do disco. Mas não chegam a comprometê-lo. Até porque logo em seguida vem a ótima 'Remember Me', folk dos bons, que tem cara de mega single. O tipo de música que deixa o seu dia mais agradável. E pra fechar o álbum, 'Dirty Dancehall' (com seu clima soturno) e 'Moons And Horror Shows' (outro folk bacana, pra fechar em grande estilo; Dave divide os vocais com Abi). Ótimo disco de estréia. Uma das bandas revelações de 2004. ![]() Dave McCabe - Vocal & Guitarra Sean Payne - Bateria Russell Pritchard - Baixo Boyan Chowdhury - Vocal & Guitarra Abi Harding - Saxofone www.deltasonic.co.uk www.thecoral.co.uk www.thezutons.co.uk www.clubdevo.com www.beefheart.com www.talking-heads.net :: Quarta-feira, Maio 05, 2004
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10:17 PM
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